Grupo sem-terra ‘fecha’ a Rondon em Bauru

ntegrantes do Movimento Social de Luta atearam fogo em pneus e trecho ficou comprometido por cerca de uma hora

Por DaCidade 13/07/2016 - 09:22 hs

Grupo sem-terra ‘fecha’ a Rondon em Bauru
Imagem divulgação

Integrantes do Movimento Social de Luta (MSL) interditaram a rodovia Marechal Rondon (SP-300), no sentido Capital-Interior, em frente ao Alameda Quality Center, em Bauru. O grupo ateou fogo em pneus tanto na pista expressa da rodovia quanto na marginal, o que deixou o trânsito complicado no local por cerca de uma hora. 

Cerca de 400 manifestantes participaram do ato, segundo os organizadores. Já o Policiamento Rodoviário fala em 150 pessoas. O grupo, que está instalado desde abril em um terreno localizado no final da rua Márcio Alves de Aquino, Jardim Mary, pede a “investigação” de áreas ocupadas na cidade, bem como a não reintegração de posse destes locais. 

“Queremos que o Ministério Público Federal (MPF) investigue a titularidade dessas áreas, para ver se são da União ou do Estado. A ação de hoje (ontem) está ocorrendo simultaneamente em outros locais do País, em nome da nossa luta por moradia e pela reforma agrária”, destaca o líder do MSL, Márcio Rodrigo Alves de Oliveira. 

Desvio 

O ato começou por volta das 8h30. Segundo o capitão PM Eurico de Oliveira Junior, a intervenção policial foi rápida, impedindo a formação de um congestionamento. Os motoristas desviaram pela marginal [antes da interdição] até a SP-225 (Comandante João Ribeiro de Barros, a Bauru-Jaú), para depois voltar à Rondon”, explicou. 

O Corpo de Bombeiros controlou as chamas e retirou os pneus da pista. Não foi registrado acidente no local. 

Seis ocupações 

De acordo com o comandante da 1.ª Companhia de PM de Bauru, capitão Paulo Cesar Valentim, Bauru já soma seis áreas ocupadas por trabalhadores sem-terra, sendo cinco delas no perímetro urbano. 

Além dos integrantes do MSL que realizaram protesto ontem, instalados no Jardim Mary, há outro grupo da mesma frente no quilômetro 227 da Bauru-Jaú; trabalhadores ligados à Frente Nacional de Luta (FNL) no prolongamento da avenida Rodrigues Alves, ao lado do Horto Florestal; integrantes da FLN no km 353 da Bauru-Marília; famílias do Movimento Irmã Dorothy no acesso à rodovia Engenheiro Horácio Frederico Pyles; além dos sem-terra da FNL acampados na Fazenda São Leopoldo, área rural da cidade. 

Incra

Em nota, o Incra informa que, em uma área urbana ou imóvel com cancelamento de cadastro rural, “não há como o órgão executar ação de desapropriação visando o assentamento de famílias. Por determinação constitucional são passíveis de destinação para reforma agrária imóveis rurais particulares que não cumprem sua função social, ou ainda terras da União (como é o caso de remanescentes do patrimônio da Rede Ferroviária Federal)”.

Fonte: Jcnet