Convivência com pets em condomínios requer atenção de donos

Consciência de quem cuida de animais de estimação em condomínios é fundamental para manter ambiente harmonioso.

Por Redação 18/05/2017 - 11:59 hs
Foto: Divulgação

Cada vez mais integrados às famílias brasileiras, os animais de estimação conquistaram seu espaço. Censo mais recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estima que há cachorros em pelo menos 44% dos lares brasileiros, enquanto que gatos estão presentes em 17,7% dos domicílios. De acordo com o Código Civil, é permitido criar animais domésticos em apartamentos, com uso livre nas áreas de convivência.  E quando o assunto é optar por ter animais em condomínios, redobra-se a atenção quanto ao respeito aos demais moradores e até mesmo, à adoção de hábitos que contribuirão com o bem estar do próprio animal.

A enfermeira Ariane Corti garante que tamanho não é documento e que é possível conviver até mesmo com animais maiores em pequenos espaços. A Golden Retriever Lara a escolheu como dona, como ela costuma dizer. Aos 10 meses de idade, ela tem energia de sobra para queimar, mas é um exemplo de animal dentro do condomínio em que mora, na Vila Carolina, em Bauru.

“A experiência é maravilhosa, mas é preciso ter em mente que exige disciplina em levar o bichinho para passear sempre. A Lara e eu caminhamos todos os dias a tarde por pelo cinco quilômetros. Às vezes são dois passeios por dia”, conta.

Os passeios regulares na área de convivência do condomínio são momentos de socialização não só entre os humanos, mas também entres os vizinhos de quatro patas. Lara já tem inclusive o seu melhor amigo, um cão da raça poodle com quem brinca nos encontros eventuais. “É sempre uma festa. Muita gente gosta da Lara e já a chama pelo nome. Uma vizinha, inclusive, gosta de fotografá-la quando ela chega com os lacinhos depois do banho na pet shop”.

De acordo com a Regional do Sindicato da Habitação (Secovi) em Bauru, o passeio é rotina de quem trata de pets em pequenos espaços. Além de evitar o stress causado nos bichos pelo confinamento, a voltinha diária é, muitas vezes, o momento de os animais fazerem suas necessidades. Por isso, a limpeza é um dever do dono que vai além do imóvel. Ao sair com o bicho para o passeio pelo condomínio, é importante sempre levar um saquinho para recolher a sujeira.

A segurança dos vizinhos é mais um cuidado que donos devem ter ao sair de casa com os bichos, orienta o Sindicato. A reação de animais que ficam nervosos na presença de estranhos pode intimidar terceiros e até representar riscos de ataques. Para evitar situações desconfortáveis, é indicado o uso de coleira e focinheira, mesmo que ele seja manso. Se for usar o elevador, vá pelo de serviço. É importante manter o domínio do animal, portanto, a orientação é leva-lo numa caixa de transporte ou segurá-lo no colo.

Silêncio e saúde

Em casos como o da Lara e sua dona, existe uma preocupação maior com a perturbação de sossego. Latidos, uivos e ruídos podem ser motivo de desavenças entre vizinhos. “Os pets são grandes companheiros de seus donos, mas é preciso procurar sempre respeitar o próximo e fazer sua parte para que haja harmonia entre os condôminos. Por isso é importante seguir o regulamento interno, especialmente o horário de silêncio”, afirma Riad Elia Said, diretor do Secovi Bauru.

Outra questão que exige cuidados do dono é a saúde do pet. A dica é manter os animais vacinados, limpos e vermifugados. Atenção para o controle de pragas como pulgas e carrapatos também são importantes para o bem estar dos bichos e indispensável para evitar infestações.