Espaço Cultural recebe exposição “Todos Podem Ser Frida”, em Botucatu

Nos dias 27 e 28 haverá sessões fotográficas do público caracterizado como a artista Frida Khalo.

Por Redação 16/05/2017 - 14:38 hs
Foto: Maysa Santos

Nesta segunda-feira (15), teve início a exposição "Todos Podem Ser Frida". Até o dia 28 de maio, sempre das 8 às 17 horas, haverá um painel florido no Espaço Cultural “Dr. Antonio Gabriel Marão”, que poderá ser utilizado pelos visitantes para registro fotográfico como “selfies”. Já nos dias 27 e 28 haverá sessões fotográficas do público caracterizado como a artista Frida Khalo. A intervenção será realizada pela fotógrafa e artista plástica autora da exposição, Camila Fontenele. 

Por meio de modelos masculinos caracterizados como a artista mexicana, a fotógrafa Camila Fontenele de Miranda, idealizadora do projeto, captura as conexões existentes entre arte, identidade de gênero e comportamento social, uma referência à própria história de vida da pintora e seus autorretratos reconhecidos pela inversão de papéis. 

Todos Podem Ser Frida ainda conta com uma intervenção fotográfica, permitindo que o visitante se transforme na própria Frida. Para os(as) interessados(as) em participar, a intervenção ocorrerá no MuHP nos dias 27 e 28 de maio, das 14 às 17 horas. Na ocasião, será preciso assinar um termo de cessão de uso de imagem e menores de 18 anos deverão estar acompanhados dos responsáveis para seu preenchimento. 

Todos podem ser Frida é uma exposição itinerante do Museu da Diversidade Sexual e vem à Botucatu por intermédio da APAA – Associação Paulista dos Amigos da Arte.

Sobre Frida Kahlo

Frida Kahlo, nome artístico de Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, nascei em Coyoacán, no México, no dia 6 de julho de 1907. A mexicana foi uma pintora conhecida por seus autorretratos de inspiração surrealista e também por suas fotografias. Filha de pai alemão e mãe espanhola, desde pequena teve uma saúde debilitada. Com seis anos de idade contraiu poliomielite, o que lhe deixou com uma sequela no pé.

Com 18 anos sofreu um acidente de ônibus que lhe deixou um longo período no hospital, vindo a amputar a perna mais tarde. Apesar de deprimida e incapacitada de andar, passou a pintar freneticamente a sua imagem com um espelho pendurado na sua frente. Dizia: “Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?”.

Entre os anos de 1922 e 1925, estudou desenho e modelagem na Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México. Em 1928 filiou-se ao Partido Comunista Mexicano. Em 1929 casou-se com o pintor mexicano Diego Rivera, também militante do Partido Comunista. Em 1930, foi com o marido para os Estados Unidos, onde ele trabalhava e realizava exposições.

Frida chamava atenção por exagerar nas roupas, enfeites, risos e gestos. Dedicou-se à pintura – boa parte delas, autorretratos – de inspiração surrealista, apesar de negar dizendo que não pintava sonhos e sim sua própria realidade. Ficou nos Estados Unidos até 1934.

Em 1939, já separada do marido, foi para Nova York onde fez sua primeira exposição individual com sucesso na crítica. Em seguida, foi para Paris onde expôs suas obras. Nessa época, entra em contato com Pablo Picasso e Wassily Kandinsky. O Museu do Louvre adquire um de seus autorretratos.

Apesar de passar por diversas cirurgias e usar colete de gesso em consequência do acidente, Frida não parava de pintar. Sua obra recebia influência da arte indígena mexicana. Pintava paisagens mortas e cenas imaginárias. Usava cores fortes e vivas, explorando principalmente os autorretratos. Era também aficionada por fotografia, hábito que herdou de seu pai e do seu avô materno, ambos fotógrafos profissionais.

Em 1942, Frida Kahlo começou a lecionar artes na Escola Nacional de Pintura e Escultura, escola recém-fundada na cidade do México. Foi uma defensora dos direitos das mulheres, tornando-se um símbolo do feminismo. Deprimida, viveu os últimos anos de sua vida na Casa Azul, no México, que desde 1958, abriga um museu de homenagem à pintora.

 

Frida Kahlo faleceu em Coyoacán, no México, no dia 13 de julho de 1954.