Pole Dance: Modalidade fortalece a musculatura e levanta a autoestima

Atividade promove o emagrecimento e desenvolve força, flexibilidade, coordenação e superação pessoal.

Por Maysa Santos 20/04/2017 - 16:41 hs
Foto: Maysa Santos
Pole Dance: Modalidade fortalece a musculatura e levanta a autoestima
Marilise executando um dos movimentos do Pole Dance.

Originária da Índia, através da prática do Mallakhamb, uma espécie de ioga, praticado em um poste de madeira com cordas, a modalidade Pole Dance chegou ao Brasil em meados de 2009. A dança sensual usa como elemento, um poste ou barra vertical, sobre o qual a praticante realiza diferentes movimentos. Antigamente, era associado às casas noturnas e ao strip-tease, mas atualmente existem outras vertentes do esporte, como o Pole Dance Fitness. Este tem como finalidade trabalhar determinados grupos musculares, ficar com o corpo em forma e levantar a autoestima.

O Pole Dance é reconhecido como exercício e pode ser utilizado como uma ginástica. Renomadas escolas estão agregando a modalidade como parte de seu repertório. A atividade também é catalogada como arte cênica. Um exemplo pode ser visto em Montreal, no Cirque du Soleil. Acrobatas vestidos de múltiplas cores realizam a prática, que incluiu movimentos que implicam em uma grande quantidade de força e habilidade.

De acordo com a professora Marilise Chavari, a atividade pode ser realizada por qualquer pessoa, desde que não possua nenhum problema na coluna ou articulações. Pessoas com labirintite precisam passar por uma consulta médica antes de praticar o exercício. “Tenho alunas de 7 até 58 anos fazendo aula de Pole. Para a saúde é uma atividade física completa. Trabalha e fortalece os membros superiores e inferiores e o abdômen. Além de dar equilíbrio e aumentar a concentração”, explica.

Como qualquer arte marcial, dança ou atividade física, o Pole Dance também possui diferentes movimentos e combinações, ultrapassando os 300. Sendo que cada praticante desenvolve a seu tempo. Marilise salienta que algumas alunas optam por praticar de forma sensual, utilizando a dança como ritmo, e outras preferem a parte fitness do esporte e executam cada movimento isolado de forma a fortalecer os músculos. “Uma aula dura 1 hora, com aquecimento, giros, movimentos de força e de flexibilidade e alongamento”, diz.

“O tempo estimado para a aluna começar a evoluir é de 3 meses. Pode não parecer, mas a modalidade é difícil. Subir na barra qualquer um sobe, o problema é permanecer nela. Exige muita força e concentração, coisas que vamos adquirindo com o decorrer das aulas. Eu sempre brinco que se uma aluna volta depois da aula demonstrativa é por que gostou mesmo. Os movimentos na barra machucam no começo, dão hematomas e doem. Mas no final vale a pena. A superação pessoal é inigualável para muitas mulheres”, ressalta Marilise.

A aluna Luana Bertolucci Manuel, de 24 anos conta que pratica a atividade há 7 meses: “Eu sempre achei linda a modalidade e tinha vontade de conhecer. Então fiz uma aula experimental, amei e nunca mais parei. Às vezes eu estou um pouco triste, mas quando venho para a aula saio toda feliz. É muito bom para nossa autoestima e também para a questão da superação. Nos sentimos confiantes e mais bonitas. Nos dias que consigo executar algum movimento difícil, saio daqui flutuando de felicidade”, afirma.

A professora fala sobre o preconceito que ainda existe com relação a prática: “Nós que praticamos o Pole sempre ouvimos alguma piadinha a respeito. Porém, eu acredito que essas pessoas que ainda tem preconceito, não sentem isso por maldade, mas por ignorância e falta de conhecimento. Ainda ligam a atividade às danças em Cabarés, e por conta disso, muitas mulheres deixam de vir praticar, pois têm medo do que vão dizer. No entanto, a dança e o esporte só empoderam ainda mais a mulher”, concluiu.