Hemodiálise e diálise peritoneal não são obstáculos para o bem-estar

Incentivar atividades prazerosas e exercícios físicos aumenta a autoestima dos renais crônicos, contribuindo para o tratamento.

Por Redação 21/02/2017 - 17:08 hs
Foto: Divulgação
Hemodiálise e diálise peritoneal não são obstáculos para o bem-estar
Foto Ilustrativa

Quando os rins param de funcionar, a diálise surge como uma forma de substituir o funcionamento dos mesmos. Ela tem como objetivo filtrar o sangue, eliminando substâncias tóxicas e o excesso de líquido do corpo. O diagnóstico de uma doença renal crônica e o início da diálise é uma frequente causa de preocupação para o paciente.

“Alguns doentes renais crônicos, quando recebem a notícia de que deverão iniciar a diálise, consideram-na uma sentença final, enquanto outros enxergam uma oportunidade de recomeço ou continuidade de vida. O início da diálise significa a mudança de rotina para o doente renal crônico e suas famílias. As adaptações e readaptações vão acontecendo ao longo dos primeiros dias, semanas ou meses. Para alguns pacientes e familiares mais rapidamente, para outros, mais lentamente, mas é importante frisar que, uma vez adaptados, os pacientes estão prontos para retomar sua rotina e, alguns, até fazem novos planejamentos a partir deste momento”, conta Mara Faria, que é psicóloga do Instituto de Nefrologia de Bauru (INEB).

Neste caso, o trabalho em conjunto é fundamental. Enquanto na clínica a equipe atua diretamente na compreensão do paciente com relação a adesão ao tratamento e no estímulo para que o paciente retome suas atividades de vida diária e em casa, a família atua como agente apoiador fornecendo suporte emocional necessário ao renal crônico. É preciso, antes de qualquer coisa, desmistificar essa ideia de que a diálise, enquanto tratamento diário é obstáculo para qualquer prática que colabore com o bem-estar do paciente.

“A retomada das atividades diárias, de hobbies, o retorno ou início de uma atividade física, o planejamento de viagens, entre outras atividades é possível e benéfico, uma vez que melhora a autoestima e estimula o dia a dia do doente renal crônico. Mas todas as atividades deverão ser comunicadas e autorizadas previamente pelos médicos que o acompanham, já que existem restrições que variam de paciente para paciente”, ressalta a psicóloga.