Pardini se reúne com direção do Banco do Brasil

BB deixa prefeito insatisfeito com anuncio sobre o fechamento das duas agências que funcionam na Vila dos Lavradores.

Por Redação 07/02/2017 - 17:29 hs
Foto: Carlos Pessoa

O prefeito de Botucatu, Mário Pardini, deixou clara sua insatisfação com a decisão tomada pelo Banco do Brasil de fechar, a partir do próximo dia 18, as duas agências que funcionam na Vila dos Lavradores. Para tratar do assunto, o chefe do Executivo recebeu em seu gabinete, na tarde desta segunda-feira (6), o superintendente estadual do banco, Marcelo Palhano, acompanhado de outros cinco gerentes. 

Apesar de compreender a necessidade da instituição passar por um processo de reestruturação, Pardini criticou a condução do processo de decisão, que não teria levado em conta as peculiaridades da cidade, nem ouvido seus representantes. A principal preocupação é com o impacto que o fechamento das agências provocará na mobilidade urbana, já que os correntistas do banco terão que se deslocar da região norte para a Rua Amando de Barros, onde as duas agências serão mantidas. A terceira está localizada no campus da Unesp, em Rubião Júnior.

A proposta apresentada pelo prefeito foi de manter pelo menos uma agência em funcionamento na Vila dos Lavradores. “A cidade é praticamente dividida ao meio pelo pontilhão da antiga Fepasa e pelo Elevado Bento Natel. Não estamos falando de quinhentos clientes. Tenho informação que a decisão do Banco do Brasil atingirá pelo menos cinco mil clientes que agora terão que se dirigir até o centro. A região da Amando de Barros já está saturada. A dificuldade de mobilidade e de estacionamento é enorme. Tomar uma decisão sem levar em conta essas informações é lamentável”, afirma Pardini.

O representante do banco alegou que o fechamento das agências foi precedido de um estudo técnico e que a possibilidade de revertê-la é praticamente nula, já que o plano de reestruturação foi aprovado por instâncias superiores e comunicado à Bolsa de Valores. Diante da pouca margem para alterar os rumos do processo, o prefeito deixou claro que se movimentaria para preservar os interesses da população.

“Lamentamos essa posição da instituição que tem se mostrado irredutível. Não vejo problema em rever decisões. Isso é sinal de grandeza. Da forma como o Banco do Brasil está propondo haverá uma agência funcionando em frente a outra na Rua Amando. Do ponto de vista de logística, de engenharia esse desenho provocará um impacto negativo na questão da mobilidade que já é difícil na região central. Manter uma agência no centro e outra na Vila dos Lavradores, no nosso entendimento, seria o mais adequado”, frisa Pardini.

Durante o encontro, o prefeito reforçou que também tem feito um forte movimento buscando gerar economia para os cofres públicos, revisando os contratos de aluguéis de imóveis, que anualmente geram um custo da ordem de R$ 2,4 milhões. E anunciou que estuda alternativas para concentrar algumas secretarias e serviços que hoje estão espalhados por vários prédios, em um único local.

Uma das possibilidades levantadas é de desapropriar justamente o prédio da agência do banco do Brasil, localizado na Praça do Bosque. Em décadas passadas, o imóvel foi a sede da Prefeitura. Nesse momento Pardini colocou uma situação que jogou um pouco de tensão na conversa, a de estudar a desapropriação do prédio localizado na Praça do Bosque, onde funciona uma das agências do centro, da antiga Caixa Estadual. Contrariado, Pardini teria alegado que precisa do espaço para economizar com os alugueis da Prefeitura.